Passagens: o blog do Wanderley Geraldi

O escritor cabo-verdiano Arménio Vieira, que recebeu o Prêmio Camões em 2009, publicou este romance através do Centro Cultural Português, em 1999. Este é um romance inusitado, cujo enredo o leitor acompanha sempre em dúvida, porque a linearidade cronológica aparente é transgredida não por recortes e retrocessos no tempo, mas pelos deslocamentos que provocam os inúmeros narradores postos a contar as histórias que o compõem não seguem a lógica da coerência. O narrador do penúltimo capítulo diz: “”Leitor, convence-te de uma vez por todas que esta

Nota prévia

Este texto foi produto da transcrição de fala na mesa-redonda “Alternativas metodológicas para o ensino da leitura” do 6º. Congresso Brasileiro de Leitura – COLE. A Associação de Leitura do Brasil realizava seus congressos a cada dois anos, e no ano seguinte organizava os anais que eram distribuídos no próximo congresso. Este congresso foi organizado pela diretoria sob a liderança do Prof. Ezequiel Theodoro da Silva, criador do COLE e da ALB. O 6º. Congresso ocorreu em 1987, e logo depois assumi a presidência a ALB por dois anos. Assim, os anais foram publicados em 1988 e contou com o

Muito antes dos escândalos do Executivo e do Legislativo, o Judiciário já não gozava de boa reputação junto ao povo, e mesmo junto aos ricos que o usavam a seu bel-prazer para rolarem o que fosse preciso nas infindáveis chicanas de seus advogados, até prescreverem crimes ou receitas devidas ao Estado. Sabiam que podiam usá-lo, donde não confiavam nele!

O poder judiciário nunca dependeu da opinião pública. Manteve-se em sua torre de marfim perseguindo pobres e ajeitando as coisas para os ricos. Tanto era assim que corria solto a expressão de que cadeia não foi feita para ricos.

De repente,

Li em algum lugar e há muito tempo que “sofrer é perder”.  Perder um sonho, perder a esperança, perder a aposta num futuro outro, perder um livro, perder um objeto amado, e, sobretudo, perder um ente querido.

Perdemos um amigo. Querido. Amado por todos nós. Agregador e generoso, em tempos bons e em tempos ruins, quando a vida nos dá golpes. Jamais nos deixou sem uma palavra! E mesmo quando não consultado, era capaz de antever possibilidades e compartilhá-la, sempre em benefício do interlocutor. Não para si, mas para os outros. Ajuda.

Foi tolhido quando chegou a hora que não deveria ser esta. Deixou-nos

Vivemos uma civilização no mundo da imagem. As câmeras e os holofotes brilhantes captam imagens e retratam um mundo exterior real – paisagens, pessoas, multidões, tragédias e crimes ao vivo, ruas, cidades, esportes, enfim, a vida humana em jogo pela produção, reprodução material da espécie humana. Imagens da vida de uma sociedade autenticamente “fluida”. Vivemos e constituímos – querendo ou não – o mundo visto e mostrado por meio de câmeras e holofotes brilhantes nas telas em terceira dimensão. Um entretenimento irresistível – TV e celulares. Um mundo

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Sobre o Autor

wanderley João Wanderley Geraldi não precisa ser apresentado; quem ainda não o conheça, certamente o encontrará em sua formação. Mas é necessário dizer que o que aqui se faz é também consequência de sua militância na Educação em nosso país. É de sua obra paradigmática Portos de passagem, centrada na linguagem mas fundamental para a formação de professores e para o trabalho escolar, que pedimos emprestado o nome do Grupo. E é em sua presença com o blog Passagens que encontramos força e coragem, mas também rigor e coerência para os propósitos que temos. Nosso agradecimento e nossa homenagem a este grande linguista brasileiro.

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