Passagens: o blog do Wanderley Geraldi

As cenas telenovelisadas mais dramáticas que assistimos nos últimos dias seriam espetáculos risíveis se não fossem tragédias reais do nosso cenário político nacional – um real e verdadeiro campo de batalhas. Selecionei três cenas – “fatos reais” – que mais me aborreceram e perturbaram meu sono nas últimas noites.

Cena um – a dança de Alckmin, com uma dançarina. Ele, um tucano burguês nobre, rigorosamente enfatiotado e engravatado, muito ridente, dançando forró com uma mocinha elegante, vestida a rigor, uma “modelo ecológica”,

Lula viaja ao sul carregando sua indestrutível esperança, seu jeito conciliador, jeito que é próprio dos brasileiros menos atingidos pela semeadura do ódio que realizando com eficácia a mídia hegemônica, o judiciário, as polícias federais e estaduais e grande parte da classe política brasileira inconformada com a manifestação da vontade popular nas urnas não lhes dando a vitória tão almejada por Serra, por Alckmin e por Aécio.

Quando vejo imagens do que aconteceu no sul do país, tenho vergonha de minhas origens gaúchas. Não vergonha do povo gaúcho,

Em muitos dos textos que escrevo, costumo fazer referência ao fato de que o cotidiano escolar poderia ser muito melhor explorado se sua dinamicidade institucional não fosse tomada apenas como uma preparação para a vida, mas sim, se ali se tornasse uma arena para a compreensão de importantes mudanças sociais ocorridas ao longo do século XX e que, ironicamente, orientam as ações para a denominada Escola do Século XXI (Tal expressão faz alusão ao pacto pelo movimento Educação para Todos, estabelecido a partir de duas conferências mundiais, convocadas pela Organização das

O Melro

O merlo, eu conheci-o:

Era negro, vibrante, luzidio,

Madrugador, jovial;

Logo de manhã cedo

Começava a soltar, d'entre o arvoredo,

Verdadeiras risadas de cristal.

E assim que o padre cura abria a porta

Que dá para o passal,

Repicando umas finas ironias,

O melro, d'entre a horta,

Dizia-lhe: "Bons dias!"

E o velho padre cura 

Não gostava daquelas cortesias.

 

O cura era um velhote conservado

Malicioso, alegre, prazenteiro;

Não tinha pombas brancas no telhado,

Nem rosas no canteiro;

Andava às lebres pelo monte, a pé,

Livre de reumatismos,

Graças a Deus, e graças a Noé.

O melro desprezava os exorcismos,

Que o

O escritor português Ascênio de Freitas, nascido na Gafanha de Nazaré, em Aveiro, mas muito cedo foi para Moçambique, onde ficou por trinta anos, retornando em 1977, portanto depois da independência das colônias portuguesas promovida pela Revolução dos Cravos.

Quando comprei seu livro E as raiva passa por cima, fica engrossar um silêncio, coloquei-o na minha estante junto aos livros de escritores africanos. E ao começar a ler os contos que o compõem, fiquei tão entusiasmado que fui ao Google saber quem era o escritor e para minha surpresa descubro que nasceu em Portugal. Comprei outros livros seus, mas por

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Sobre o Autor

wanderley João Wanderley Geraldi não precisa ser apresentado; quem ainda não o conheça, certamente o encontrará em sua formação. Mas é necessário dizer que o que aqui se faz é também consequência de sua militância na Educação em nosso país. É de sua obra paradigmática Portos de passagem, centrada na linguagem mas fundamental para a formação de professores e para o trabalho escolar, que pedimos emprestado o nome do Grupo. E é em sua presença com o blog Passagens que encontramos força e coragem, mas também rigor e coerência para os propósitos que temos. Nosso agradecimento e nossa homenagem a este grande linguista brasileiro.

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