Passagens: o blog do Wanderley Geraldi

Nota introdutória

Este texto foi publicado em Leitura: Teoria e Prática, ano 8, n. 14, em dezembro de 1989. Em geral, meus textos foram escritos seguindo o caminho da exposição oral em algum espaço – palestras, cursos, eventos – para a escrita. Este, no entanto, não provém de exposição pública e simplesmente registra algumas ideias da relação entre linguagem e educação. Retomei-o mais tarde e o reescrevi para o livro A aula como acontecimento, onde tomou o título “A linguagem e a questão escolar”. Creio que este seja o texto em que mais usei o senso comum,

Nada mais emocionante e reconfortante do que ouvir, dia e noite, que o mercado é a solução, que no mercado tudo se regulariza, que o Estado deve deixar o mercado fazer o que bem entende, porque o mercado tudo entende e é imediatamente sensível a nuanças de qualquer brisa.

Mas nada melhor ainda do que um mercado onde se joga sem riscos! E quando há perdas, o tal de estado mínimo se torna o estado máximo para os “investidores”. E no caso brasileiro, cuja elite jamais perdeu o complexo de que é “da colônia”, que odeia esta colônia em que infelizmente nasceu, os investidores estrangeiros

O Planalto do Brasil de hoje só funciona e sobrevive com sonda. O baixo material produzido no Planalto é tanto e tão corrosivo e corrompido  ao ponto de atrofiar e mutilar o baixo corporal do presidente ilegítimo e dos seus aliados. A remoção, a extração e a excreção dos materiais intestinais, vesicais e renais só é possível com sonda uretral de último modelo e de tecnologia médica eletrônica de ponta ultramoderna. Não se trata neste caso de sonda de perfuração de poços em solos profundos, nem de sonda espacial de medir distâncias entre

Começo de ano é sempre tempo de horizontes que se abrem nos limites das condições que a história e o tempo que vivemos nos permitem enxergar, às vezes, não ver.

A luz do fim do túnel sempre torna escuro o túnel. Chamam de esperança. Às vezes, a luz cega e nos sega: deixamos de viver o presente em função deste futuro que sonhamos, há de vir.

Virá? Sempre é um talvez. Aqueles da minha geração, que enfrentaram a ditadura militar, sabem que por mais sólidas que sejam as muralhas, o tempo lhes abre fissuras.

No presente, no túnel, temos que cavar buracos,

Entramos todos em férias... e no período de 18/12/17 a 02/01/18 não compareceremos ao blog para novas postagens. Podem acontecer desgraças neste período, como a Reforma da Previdência... mas estamos todos tão castigados que já nos acostumamos!

Agradecemos aos leitores e aos seguidores por nos lerem, pelos comentários postados durante o ano de 2017, pelos compartilhamentos, pelo incentivo a continuarmos a escrever apesar dos pesares. E mesmo sabendo que há coisas muitas e boas para serem lidos em blog de profissionais. 

Voltaremos no ano que vem, talvez com a novidade de termos mais um cronista, Alexandre Costa, o

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Sobre o Autor

wanderley João Wanderley Geraldi não precisa ser apresentado; quem ainda não o conheça, certamente o encontrará em sua formação. Mas é necessário dizer que o que aqui se faz é também consequência de sua militância na Educação em nosso país. É de sua obra paradigmática Portos de passagem, centrada na linguagem mas fundamental para a formação de professores e para o trabalho escolar, que pedimos emprestado o nome do Grupo. E é em sua presença com o blog Passagens que encontramos força e coragem, mas também rigor e coerência para os propósitos que temos. Nosso agradecimento e nossa homenagem a este grande linguista brasileiro.

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