Passagens: o blog do Wanderley Geraldi

No golpe militar de 1964, foi também um General Mourão que saiu apressado do quartel, com tanques e soldados armados rumo ao Rio de Janeiro. Apressou os indecisos. Deu no que deu: assumiu Castelo Branco prometendo eleições diretas. Costa e Silva o sucedeu, foi deposto pelo golpe dentro do golpe, veio o famigerado AI-5 e o período mais duro da ditadura que não foi branda apesar da vontade da Folha de S. Paulo em retificar a história. Medici chegou com toda força da repressão. Seguiram-lhe Geisel e Figueiredo. A redemocratização veio com eleições indiretas...

Mais uma vez um General Mourão vem a

Ouço a conversa entre duas professoras que falam sobre “a bagunça que é o Ciclo”, porque “eles colocam tudo na mesma sala... quem sabe com quem sabe um pouco, e com quem não sabe nada”.

Uma delas, em tom saudoso, diz:

 - Quando eu estudava a sala era assim, da primeira à quarta-série, tudo junto, mas cada fila era uma série.

A outra, completa:

- Mas, naquela época, aluno era gente e quando o professor estava explicando para uma fila, as outras estavam fazendo suas tarefas.

Curiosamente, elas continuam a conversa e uma delas começa a relatar que acabara de descobrir como integrar um aluno de sua classe

Lições irrefutáveis de uma boca suja

Não sei ser breve

não sei ser reles

não sei ser pano quente

sobre os fatos,

 

eis minha desgraça

 

Há papalvras cortadas

nas cartas que escrevo

há palavras que engulo

no seco,

 

viva a minha mentira

 

Me estendo na lama,

e assm acho alguma luz.

 

E falo desnecesseriamente a todos

 

A minha prolixidade

absurdamente de infância

já nãi vai à escola

só sabe ser lama,

 

A crueldade das pessoas

Esses meus colegas lamacentos

Já não me arrancam lágrimas

hoje me rendem versos

 

Confio na minha poesia

com o

O recebimento de vantagens indevidas em troca de favorecimentos na gestão da coisa pública: eis a corrupção. Na 12ª. Vara de Curitiba, a longa vara do Dr. Sérgio Moro, o angélico às voltas com as denúncias de tráficos de influências na indústria das delações, todo delator criminoso confesso tem para suas falas o mesmo privilégio dos cartórios: é de fé pública.

É assim que a força-tarefa ouve o que exige que os delatores digam: merece fé pública porque segue o script que eles mesmos elaboraram. Assim, o processo para o qual Lula foi

Saí de casa para esconder malas cheias de dinheiro e acabei na cadeia. Assim deve ter pensado e sentido o ex-ministro Geddel ao ser preso. Aí eu, indignado e ingênuo, fico me perguntando: será que algum dia no Brasil todos os políticos e os brasileiros seremos integralmente leais, honestos, sinceros, fieis aos princípios éticos e morais, preparados e cumpridores das nossas obrigações e dos nossos compromissos sociais e políticos? Declaro que me sinto imbecil e incapaz de responder a pergunta que formulei, perplexo diante das coisas terríveis que estão acontecendo no Brasil nos últimos dias.

Aliás,

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Sobre o Autor

wanderley João Wanderley Geraldi não precisa ser apresentado; quem ainda não o conheça, certamente o encontrará em sua formação. Mas é necessário dizer que o que aqui se faz é também consequência de sua militância na Educação em nosso país. É de sua obra paradigmática Portos de passagem, centrada na linguagem mas fundamental para a formação de professores e para o trabalho escolar, que pedimos emprestado o nome do Grupo. E é em sua presença com o blog Passagens que encontramos força e coragem, mas também rigor e coerência para os propósitos que temos. Nosso agradecimento e nossa homenagem a este grande linguista brasileiro.

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