Passagens: o blog do Wanderley Geraldi

Uma e outro defronte jazem
Estamos em Alcobaça mais uma vez. A cidade é conhecida por causa de seu mosteiro. Foi na Igreja do mosteiro que se reuniu em meados de 1300 a corte portuguesa, por ordem de D.Pedro I, para beijar a mão de Inês de Castro, vestida de rainha depois de o corpo ser exumado. Nesta igreja estão suas tumbas, um defronte ao outro, já que a primeira visão que queria ter D.Pedro, ao soarem as trombetas do Juízo Final, era sua amada, na ressurreição da carne. Por isso a cidade também se chama de "cidade da paixão".

Há lendas muitas sobre a fundação do convento. Afonso Henriques teria feito a

"Aprendi a ver mais longe que a sola destes sapatos, aprendi que, por detrás desta vida desgraçada que os homens levam, há um grande ideal, uma grande esperança. Aprendi que a vida de cada um de nós deve ser orientada por essa esperança e por este ideal. E que se há gente que não sente assim, é porque morreu antes de nascer...". José Saramago, na voz do sapateiro Silvestre. Claraboia. S.Paulo: Cia. das Letras, 2011, p.206

Replico aqui o post em que o André Luiz Covre me marcou no facebook. "A diferença identifica, a desigualdade deforma: 'A rua, o espaço público, é onde ela não pode estar. E por quê? Porque lá está o outro, o diferente. E ela só pode estar segura entre seus iguais, no lado de dentro dos muros'."

Vejam: "Mãe, onde dormem as pessoas marrons?"

Há necessidade urgente de o FMI abrir uma linha de créditos a empresários profundamente neoliberais, isto é, aqueles que consideram ser obrigação do governo mínimo socorre-los nas crises, como ocorreu naquela que ainda corre, para a construção de câmaras.

Isto porque há um problema mundial que exige, segundo a diretora do FMI, Christine Lagarde, uma "solução final". Desculpem o engano, nos termos da senhora Diretora, uma solução global, porque solução final foi o programa de Hitler contra od judeus quando percebeu que estava a perder a guerra. A solução global

Estou em Portugal, mais precisamente no Porto. E aqui não deixo de folhear livros das bibliotecas da família Cortesão. Falo em bibliotecas porque há livros de Antonio Cortesão, que foi um gramático, de Jaime Cortesão, escritor do grupo Renascença dos começos do Século XX, e da biblioteca de um convento adquirida por Camilo Cortesão Abreu, pai da minha amiga Luiza Cortesão, em cuja casa sou hóspede. O texto abaixo é leitura destas minhas olhadas em velhos livros: 

"Tornar a creança dócil - eis o fim imediato que se propõem entre nós, os educadores quotidianos,

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Sobre o Autor

wanderley João Wanderley Geraldi não precisa ser apresentado; quem ainda não o conheça, certamente o encontrará em sua formação. Mas é necessário dizer que o que aqui se faz é também consequência de sua militância na Educação em nosso país. É de sua obra paradigmática Portos de passagem, centrada na linguagem mas fundamental para a formação de professores e para o trabalho escolar, que pedimos emprestado o nome do Grupo. E é em sua presença com o blog Passagens que encontramos força e coragem, mas também rigor e coerência para os propósitos que temos. Nosso agradecimento e nossa homenagem a este grande linguista brasileiro.

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